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IN NOMINE MATRIS, 2025

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In nomine matris propõe um deslocamento simbólico da origem, reposicionando a mãe como princípio e não como derivação. A série se constrói a partir da revisão de imagens e narrativas herdadas, acionando a ideia de continuidade feminina como uma linha que atravessa corpos, tempos e silêncios. A transmissão, aqui, não se organiza como discurso institucionalizado ou narrativa linear, mas como permanência: um saber que se repete, se transforma e resiste justamente por operar fora das estruturas oficiais de legitimação.

 

Ao evocar a fórmula In nomine matris, o trabalho desloca os regimes tradicionais de consagração e introduz uma reorientação simbólica. A figura ancestral da mulher é reaberta para além da culpa e da queda, apontando para uma origem anterior às narrativas de desvio e punição. Uma Eva entendida não como personagem, mas como princípio - força geradora, fundadora e contínua.Nesse movimento, o silêncio historicamente atribuído às mulheres deixa de ser compreendido como ausência e passa a ser tratado como campo: campo de memória, de elaboração e de reconciliação.

 

É nesse espaço que as distâncias produzidas entre mulheres ao longo do tempo podem ser revistas, permitindo o reconhecimento de vínculos, atravessamentos e alianças.Sem recorrer à ilustração direta ou à afirmação didática, In nomine matris opera por deslocamento e sugestão. Ao reconfigurar a origem, a série propõe um ajuste no olhar e no tempo, reposicionando o feminino como eixo de continuidade e imaginação de futuro.

TRABALHOS SELECIONADOS

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© 2026 Laura Leal. Todos os direitos reservados.

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