REMANESCENTES I e II
pinturas mural da série Supernovae
tinta residual acrilica e de terra
2025

Remanescentes I e Remanescentes II são murais em grande escala que integram a série Supernovae. As obras partem do reaproveitamento de tintas de terra e tintas convencionais remanescentes de trabalhos anteriores, transformadas em matéria-prima para novas composições pictóricas.
Em ambos os murais, a pintura se constrói a partir de blocos de cor e gestos acumulados, sugerindo um espaço em formação, no qual fragmentos se reorganizam e adquirem novos sentidos. Assim como na ideia de supernova — fenômeno em que a morte de uma estrela gera resíduos que se dispersam e podem se tornar matéria-prima para novos corpos celestes — as obras operam a partir do que persiste após a explosão, entendendo o remanescente como possibilidade de continuidade e reconfiguração da matéria.
Realizados em contextos distintos, na fachada de uma casa em Minas Gerais e na parede externa do Condô Cultural, os murais utilizam os espaços arquitetônicos como suporte e campo de transformação, evidenciando ciclos de criação, desgaste e recomposição que atravessam tanto o processo quanto o conceito da série.






















